Propósito virou tendência?

21/06/2019

Há umas duas semanas atrás eu tava no Stories e vi uma blogueira muito revoltada com uma certa situação relacionada à uma marca e em determinado momento, ela soltou: propósito agora é moda, as marcas não mudaram, elas só querem lucro, e outras coisas...

 

Quando ela falou isso, comecei a refletir e queria compartilhar com vocês o que eu acho a respeito dessa afirmação.

 

 

Bom gente, então vamos ao assunto do dia: será que o propósito é uma tendência, uma modinha passageira ou será que é realmente importante para os negócios, sejam eles de qual ramo forem, ter um propósito - além do dinheiro, né?Voltando ao assunto, estava eu no Stories, vendo uma blogueira muito conhecida e respeitada, inclusive por mim, que sou super fã, falando a respeito do caso da Loja 3 que foi acusada de gordofobia, racismo e outras cositas más.

 

Em determinado momento, ela, que tá no ramo da moda há dez anos solta o comentário que eu falei no início do vídeo, de que as marcas de moda não mudaram e complementou falando que propósito é papo de campanha de marketing.

 

PROPÓSITO FACHADA 

- bom, a primeira coisa que eu quero falar é que eu entendo totalmente a revolta de qualquer pessoa em relação às marcas de moda;

- durante muitos anos e inclusive na atualidade, existem sim, marcas que tem como único propósito o dinheiro

- mas falar isso não gera empatia, então elas acabam criando um “propósito fachada”

- um propósito de mentira, pra vender e lucrar

- outra coisa que é importante salientar é que a indústria da moda sempre foi extremamente elitista e só recentemente começou a se democratizar, ir para classes sociais mais baixas, abranger diferentes tipos de corpos, incluir pessoas de todas as cores, etnias e fazer campanhas para o público lgbtq.

- dito isto, eu quero falar o que eu acho a respeito dessa colocação.

 

“PROPÓSITO É ESTRATÉGIA DE MARKETING”

- Eu como publicitária já vi barbaridades e situações extremamente constrangedoras e nada a ver e posso dizer com propriedade que sim, as campanhas são feitas única e exclusivamente pra vender uma ideia

- mas falar que propósito é estratégia de marketing, apesar de entender o posicionamento, achei um pouco forte demais

- as campanhas de marketing são apenas uma ponta da gestão das marcas, por isso, de nada adianta investir nelas se o seu pessoal não sabe atender, se você não entende as necessidades dos seus clientes e por aí vai…

- e assim como aconteceu com a Loja 3, não teve campanha de marketing que tenha impedido a verdade de vir à tona 

- e assim será com toda e qualquer marca que tiver um “propósito fachada”

 

PROPÓSITO REAL

- Eu sei que quando se fala em propósito, muitas pessoas vão na modinha mesmo, afinal, esse é um tema em alta, é normal, tá todo mundo animado com isso

- de certa forma, a gente é “manipulado” e nos sentimos na obrigação de ter ou saber qual o nosso propósito, ou no mínimo, estar em busca dele.

- é algo muito forte no inconsciente coletivo: preciso de um propósito pra me sentir completa e feliz

- mas gente, a gente precisa de um propósito real

- porque o propósito não é mais um diferencial, toda empresa precisa (em tese) ter um

- e se ela não se adequar às exigências dos consumidores atuais, vai ser passada para trás em pouco tempo, como aconteceu com a Loja 3.

 

RESUMINDO

- Então pra resumir, eu acredito sim na importância do propósito, acredito na importância das campanhas de marketing, afinal sem elas, ninguém saberia o propósito das marcas e então, porque elas comprariam delas?

- A gente precisa parar de demonizar o marketing. Ele é apenas uma ferramenta comunicação, pura e simples. É poderosíssimo, sim, mas o que está por trás dele sim, é importante entender.

- Como eu disse, não vai ser uma campanha de marketing, ou várias, que vão segurar uma empresa de pé.

 

Os clientes não são burros, eles sabem quando estão sendo enganados. E os funcionários, eles mesmos é que estão cada dia mais cobrando os seus direitos, nada de trabalho em condições humilhantes ou preconceituosas. Uma marca é composta por clientes e funcionários e ambos os grupos devem ser respeitados.

 

Por isso, gente, acreditem e busquem sim um propósito pra acreditar, e moldem as suas marcas de acordo com esse propósito.

 

Não é porque uma parte da indústria é “suja”, que a outra deve levar a culpa e sofrer as consequências. Existem sim, muitas marcas legais, conscientes, que levam um propósito adiante. E existem as que não.

 

Assim como existem médicos comprometidos e outros não. Ou advogados, ou professores, ou qualquer outra profissão.

 

Mas, como eu disse, a marca PRE-CI-SA ser verdadeira! Afinal, pensa aqui comigo: entre uma empresa comprometida e outra não, qual a probabilidade de você escolher a não comprometida? Eu não sei você, mas pra mim, é nula.

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