Mudança de carreira e empreendedorismo feminino

03/07/2019

Por volta de 2014, quando a recessão no Brasil fez com que muitas pessoas acabassem desempregadas, o aumento no número de empreendedores por necessidade se tornou inevitável. Mas quando falamos em empreendedorismo feminino, as dificuldades em abrir o próprio negócio são bem diferentes.

 

No video de hoje, a gente vai conversar sobre empreendedorismo feminino, mais especificamente quando se trata de uma mudança de carreira.

 

 

Desde que o nosso país entrou em crise, o empreendedorismo por necessidade aumentou, chegando à 11,1 milhões de empresas abertas entre os anos de 2014 e 2017. Já em 2018, 37% dos negócios em fase inicial eram por necessidade, contra 61% de pessoas que empreenderam por enxergarem boas oportunidades.

 

Em 2019, o quadro começa a se reverter e a previsão é de que o empreendedorismo por necessidade continue a diminuir, dando espaço para o empreendedorismo por oportunidade.

 

No meu caso, eu comecei a empreender por necessidade e oportunidade.

 

MINHA EXPERIÊNCIA PESSOAL

- se você é novo aqui no canal, eu vou fazer um breve resumo da minha carreira

- antes de me formar eu fiz de tudo um pouco, mas vamos ao meu trabalho enquanto publicitária

- assim que eu engravidei, eu passei por poucas e boas em uma empresa que eu trabalhava

- sofri assédio moral e fui tratada como lixo

- lá eu decidi que ninguém nunca mais iria me diminuir profissionalmente

- infelizmente, tive que permanecer no emprego até acabar a minha licença maternidade e eu pedir demissão

- passei seis meses em casa e pouco antes da minha filha completar um ano, eu fui contratada por uma agência de publicidade onde eu trabalhei como produtora e social media, em momentos diferentes

- a rotina super estressante me fez começar a pesar o que valia a pena e em determinado momento, cheguei a conclusão de que eu estava me desgastando feito doida pra fazer uma empresa crescer sendo que eu poderia fazer o mesmo por mim

- foi quando eu pedi demissão e me tornei empreendedora

- mas eu não pedi demissão sem antes me planejar

- fiz a soma da minha recisão e de por quanto tempo eu conseguiria me manter antes dela acabar

 

PRIMEIRAS DIFICULDADES

- de publicitária à blogueirinha (falar historia do blog, slz street style e consultoria): vista com olhar de pena

- mesclar dois nichos (moda e branding)

- ensinar o que é branding

- primeiros clientes (falar da permuta e as propostas personalizadas)

- retorno financeiro

- a realidade do mercado: existe panelinha e interesse?

 

DADOS DO MERCADO

- 42% das mulheres tem medo dos impactos que um filho trará à carreira (citar meu exemplo)

- 38% sentem que uma jornada flexível pós maternidade prejudica no trabalho

- 42% são vistas como desinteressadas e descomprometidas com a empresa

- 75% acreditam que chegar ao topo da carreira é importante (citar meu exemplo)

- 73% procuram oportunidades de avanço (citar meu exemplo)

- 77% confiam em suas capacidades de trabalho

- 82% confiam em suas capacidades de alcançar o topo da cadeira

-  (fonte: PWC com foco em carreira da mulher)

 

EMPREENDEDORISMO FEMININO NEGRO

- a mudança já tá rolando, o mercado já tá começando a entender a nossa capacidade, mas o fato é que até chegarmos em igualdade, ainda temos muito pelo que lutar.

- mulheres negras tem ainda mais dificuldade em empreender, por uma série de fatores que vão desde a falta de acesso à cursos e especializações até o próprio racismo, que tá encravado na nossa sociedade, que ironicamente é majoritariamente negra.

- Por isso, tenha um olhar mais crítico nos eventos em que você frequenta relacionados a empreendedorismo feminino e não tenha medo nem vergonha de apontar a falta de representatividade negra nesses eventos.

- Isso não significa que as pessoas são escrotas (muitas vezes são), só que o racismo é algo tão institucionalizado, que a falta de mulheres negras nesse cenário sequer é percebida.

 

DICAS E BENEFÍCIOS

- benefícios: flexibilidade, valor justo

- dicas: planejamento financeiro, plano B

 

A realidade é que nós não somos incentivados a empreender, o sistema capitalista precisa de operários, e é isso que nós aprendemos na escola, a seguir ordens, infelizmente.

 

As mulheres ainda tem a chamada jornada tripla, em que precisam conciliar a carreira com a casa e os filhos, visto que a maioria dos homens ainda participam pouco na manutenção da casa e na educação dos filhos.

 

Fora isso, são estigmatizadas como sensíveis demais, ou são vista como mandonas caso imponham suas vontades.

 

Muitas de nós precisamos nos impor se quisermos o respeito masculino, mas ironicamente, somos as que mais investem em capacitação. O número de mulheres que terminam o ensino médio, pra você ter ideia é o dobro dos homens.

 

Por isso, eu sempre digo que gosto de trabalhar com mulheres, gosto de entender as mulheres e ver as mulheres brilhando, dominando o que é nosso por direito.Por que nós somos fodas.

 

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